quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O padre que abriu meus olhos

Encontrei esse texto em um site evangélico que sempre leio, e esse testemunho nos leva a pensar... será que estamos sendo IGREJA do jeito certo?? Leia e reflita, e se no lugar do padre estivesse você, você ajudaria aquele evangélico a levar Jesus aquelas crianças??

O padre que abriu meus olhos

padre

É impressionante como em certo ponto da história do Protestantismo, perdeu-se alguma parte do rumo, quanto ao que diz respeito à missão da igreja, objetivos, etc. Me parece que em alguns lugares em que chego, certos pastores se preocupam mais em criticar outras religiões e doutrinas, isso quando não criticam uns aos outros, do que em pregar o evangelho da salvação.

Andaram criticando meu extremismo, por isso estou usando nesse texto as expressões: “alguma parte”, “alguns lugares”, “certos pastores”. Dessa forma finjo que não sou da esquerda.
Em algumas partes do país, pelas quais tenho passado, a verdade iminente comentada entre esses moradores de cidades pequenas é: “Não precisamos nem nos preocupar com os evangélicos. Eles se acabam entre eles”. Essa afirmação refere-se às igrejas evangélicas rivais que vivem em contenda dia e noite, umas contra as outras.

Quantos de vocês já pararam para assistir pastores, desses de televisão, usarem o púlpito para gladiarem e brigarem com o colega do outro canal? Me espanta ver tudo isso, e em contra partida assistir em Uberaba, um pastor pregando em um canal católico. Legal, não? “Estamos invadindo o espaço deles”, você deve estar pensando. Mas o elo de amizade que foi desenvolvido entre essas pessoas, católicas e evangélicas nessa cidade, ultrapassou a nossa mente limitada e mediocre.

Mas o que realmente me despertou, e me fez escrever sobre o assunto, foi que em uma das escolas dessa grande São Paulo, procurei apoio de um grupo de professores crentes, para começar um trabalho de apoio e consequentemente de evangelismo dos alunos daquela escola. A resposta me veio como uma cusparada na cara: “Nós não nos envolvemos com esse tipo de projeto. Trabalho é trabalho. Religião é religião.”. Eu não podia acreditar. Mas uma das pessoas que estava naquela sala, um velhinho, provavelmente o professor de educação religiosa da escola, pois tinha consigo uma bíblia, levantou a mão e me perguntou se eu não permitiria que ele me ajudasse. Meus queridos leitores. Aquele senhor era um padre.

Aquele padre não só me apoiou, como também me ajudou, me colocou em contato com mais pessoas que poderiam ser uteis para o projeto. Foi um secesso! Os alunos da escola adoraram as bandas, os grupos de dança de rua, e pareciam vidradas ao ouvirem as palavras daquele padre, e logo depois as minhas. Eu me sentia em sintonia! Tudo o que eu falava se encaixava com o que o padre falava, e as palavras dele foram bíblia pura.

Mas em minha cabeça engessada, de cristão cretino, me indagava sobre o que fazer com as crianças que se convertiam. Elas seriam levadas para a minha igreja ou para a católica? Perguntei a ele e a resposta foi “Filipe, deixe que o Espírito Santo faça essa parte”. Eu ri! Como pude ser tão imbecil? Crente de que a minha igreja era a correta, e que seria a única solução para a vida daquelas pessoas.

Meus amigos, a cada dia que passa vejo o fundamentalismo evangélico se parecendo mais com o Vaticano que tanto criticamos. Chego a pensar que estamos mais próximos e semelhantes à igreja Católica, que a própria igreja Ortodoxa. A cada dia que passa tenho mais convicção de que encontrarei milhares de amigos católicos no céu. O catolicismo tem suas falhas sim. Mas quem foi que disse que não falhamos? Quem ousa garantir que não temos nossas idolatrias?

Creio que se Lutero estivesse aqui, lamentaria a maldição em que se tornou a Reforma Protestante. Que aliás, de protestante não nos restou nada. Deixamos de protestar há muito tempo. A acepção de pessoas, a maneira como fazemos predileção pelos crentes bonitinhos, que parecem muito inteligentes ao criticarem pessoas diferentes deles. Tudo isso precisa ser mudado. Precisamos nos colocar no mesmo saco em que colocamos o resto das pessoas que chamamos de “erradas”. Sabermos que somos todos ruins, todos maus. Que só há Um bom. Jesus Cristo. Aquele que ama aos católicos, evangélicos, espíritas, hinduístas e tantos quantos o quiserem.

Volto a dizer, a frase que parece mais a clichê possível nesse momento: “A religião nunca te levará ao céu”. Mas repetirei quantas vezes for preciso pois quando entendermos que nenhuma religião é perfeita, muito menos aqueles que as seguem, perceberemos que nessa batalha só contamos com soldados feridos, e se não nos apoiarmos uns nos outros, apontando de maneira construtiva as falhas uns dos outros, nunca iremos agradar ao General, que nos ama mesmo feridos e mutilados.

2 comentários:

Michelle Soto Tresoldi disse...

"Que só há Um bom. Jesus Cristo. Aquele que ama aos católicos, evangélicos, espíritas, hinduístas e tantos quantos o quiserem."

Essa parte me tocou muito. Como somos pequenos... enquanto, muitas vezes, sentimos repulsa por pessoas de outras religiões, Jesus, que é todo bondade, às recebe de coração aberto!!!

Temos de seguir a palavra viva de Deus, viver à imagem e semelhança Dele.

Ah! gostaria de perguntar se você tem orkut. hehe

Bjs, e Deus abençoe.

Andréa disse...

Caro Felipe, fico imensamente feliz em ler essa DECLARAÇÃO de respeito ao irmão cristão,independente da religião, pois Jesus nos ensinou que devemos nos amar mutuamente e infelizmente nós sabemos que isso não acontece.Nós católicos (sou coordenadora de Pastoral de evangelização) aprendemos que o mais importante é amarmos uns aos outros como a nós mesmos, aprendemos que não somos os únicos filhos amados de Deus, aprendemos que só entraremos no Reino dos céus quando nos tornarmos humildes de coração e de ações, aprendemos devemos ser sempre solidários com aqueles irmãos pequeninos, sofredores e indefesos não importando raça, cor ou religião.
Todos nós somos um só coração.
A Paz esteja contigo.